terça-feira, 24 de abril de 2012

Historia do Brasil por Bóris Fausto, Documentários exibidos pela TV ESCOLA em 2002. 

Brasil - Regime Militar (Parte 1)

 

Brasil - Regime Militar (Parte 2)


Brasil - Regime Militar (Parte 3) 





segunda-feira, 23 de abril de 2012


 

DICAS DE CINEMA




Segue abaixo uma lista com alguns filmes que trabalham com a temática da Ditadura Militar. 




ELES NÃO USAM BLACK-TIE

Em São Paulo, em 1980, o jovem operário Tião (Carlos Alberto Riccelli) e sua namorada Maria (Bete Mendes) decidem se casar ao saber que a moça está grávida. Ao mesmo tempo, eclode um movimento grevista que divida a categoria metalúrgica. Preocupado com o casamento e temendo perder o emprego, Tião fura a greve, entrando em conflito com o pai Otávio (Gianfrancesco Guarnieri), um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar. Baseado na obra de Gianfrancesco Guarnieri. Premiado no Festival de Veneza. 
FICHA TÉCNICA 
Diretor: Leon Hirszman 
Elenco: Carlos Alberto Riccelli, Bete Mendes, Fernanda Montenegro, Gianfrancesco Guarnieri, Milton Gonçalves, Rafael de Carvalho, Lélia Abramo, Francisco Milani, Anselmo Vasconcelos. 
Produção: Leon Hirszman 
Roteiro: Leon Hirszman, Gianfrancesco Guarnieri 
Fotografia: Lauro Escorel 
Trilha Sonora: Adoniran Barbosa, Chico Buarque de Hollanda, Gianfrancesco Guarnieri 
Duração: 120 min. 
Ano: 1981 
País: Brasil 
Gênero: Drama 
Cor: Colorido 
Distribuidora: Não definida 
Estúdio: Embrafilme

CABRA-CEGA

Thiago e Rosa são dois jovens militantes da luta armada, que sonham com uma revolução social no Brasil. Após ser ferido por um tiro, em uma emboscada feita pela polícia, Thiago precisa se esconder na casa de Pedro, um arquiteto simpatizante da causa. Thiago é o comandante de um "grupo de ação" de uma organização de esquerda, que está no momento debilitada e estuda um retorno à luta política. Rosa é o contato de Thiago com o mundo, sendo agora ainda mais importante por estar ferido. Com o passar do tempo Pedro passa a ficar preocupado com a segurança deles, adotando um comportamento estranho e colocando dúvidas em Thiago se ele não seria um traidor.

FICHA TÉCNICA
Título original: Cabra Cega
Gênero: Drama
Duração: 170 min.
Lançamento (Brasil): 2005
Estúdio: Olhar Imaginário
Distribuição: Europa Filmes e M. A. Marcondes
Direção: Toni Venturi
Roteiro: Di Moretti
Argumento: Fernando Bonassi & Victor Navas
Produtor: Toni Venturi
Produção: Olhar Imaginário
Co-produção: Quanta, EstúdiosMega e Megacolor
Produção Executiva : Sérgio Kieling
Música: Fernanda Porto
Som Direto : João Godoy
Edição de som : Beto Ferraz
Fotografia: Adrian Cooper
Desenho de produção: Cláudia Minari
Direção de arte: Chico Andrade
Edição: Willem Dias


TOPOGRAFIA DE UM DESNUDO

Filme que resgata um fato histórico conhecido como 'operação mata-mendigos', ocorrido no Rio de Janeiro na década de 1960. Durante meses, corpos de mendigos - com sinais de tortura - foram encontrados nos rios Guandú e da Guarda. Apesar da repercussão, o episódio caiu no esquecimento. Pesquisadores, no entanto, acreditam que esse tenha sido 'ante sala' do Golpe de 1964, no qual mendigos serviriam de cobaia para técnicas de tortura que seriam posteriormente empregadas em presos políticos. Baseado no romance do chileno Jorge Diaz.

FICHA TÉCNICA
Gênero: Drama  
Diretor: 
Teresa Aguiar
Faixa Etária: 
14 anos 
Ano de Lançamento:
2011
Tempo de Duração: 86 minutos
Pais de Origem: 
Brasil
Título Nacional: 
Topografia de Um Desnudo 
Título Original: 
Topografia de Um Desnudo 


QUE BOM TE VER VIVA


“Que Bom Te Ver Viva” mistura os delírios e fantasias de uma personagem anônima (Irene Ravache) alinhavado pelos depoimentos de oito ex- presas políticas brasileiras que viveram situações de tortura. Mais do que descrever e enumerar sevícias, o filme mostra o preço que essas mulheres pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido lúcidas à experiência de tortura. Para diferenciar a ficção do documentário, Lúcia Murat optou por gravar os depoimentos das ex-presas políticas em vídeo, com o enquadramento semelhante ao de retrato 3x4; filmar seu cotidiano à luz natural , representando assim a vida aparente; e usar a luz teatral, para enfocar o que está atrás do aparente: a personagem de Irene Ravache.


FICHA TÉCNICA
Direção: Lúcia Murart
Roteiro: Lúcia Murart
Fotografia: Walter Carvalho
Montagem: Vera Freire
Cenografia:  Beatriz Salgado
Produção:   Fundação do cinema BrasileiroLúcia Murart, Taiga produções visuais

Idioma: Português
Duração: 100 minutos
Gênero: Documentário/Ficção










PRA FRENTE, BRASIL


Em 1970 o Brasil inteiro torce e vibra com a seleção de futebol no México, enquanto prisioneiros políticos são torturados nos porões da ditadura militar e inocentes são vítimas desta violência. Todos estes acontecimentos são vistos pela ótica de uma família quando um dos seus integrantes, um pacato trabalhador da classe média, é confundido com um ativista político e "desaparece".

 FICHA TÉCNICA
Título no Brasil: Pra Frente, Brasil.
Título Original: Pra Frente, Brasil.
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 104 minutos
Ano de Lançamento: 1982
Direção: Roberto Farias




ARAGUAYA – A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO 


No auge da ideologia da segurança nacional do Exército brasileiro, um partido de esquerda dissidente, militantes (a maioria jovem e inexperiente) e inocentes camponeses travam uma batalha contra o Exército em região onde a ambição e a miséria dominam. É onde também está o Padre Chico (Stephane Brodt), um religioso francês que chegou à região do Araguaia no início dos anos 60. A profunda identificação entre Padre Chico e os moradores fazem com que ele presencie eventos ligados à formação da Guerrilha do Araguaia.


FICHA TÉCNICA
País: Brasil
Gênero: Aventura
Ano de produção: 2004
Duração: 109 Min.
Produtora: Paris Filmes
Direção: Ronaldo Duque
Elenco: 
Danton MelloNorthon NascimentoFrançoise Forton 


BATISMO DE SANGUE


São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

FICHA TÉCNICA
Título Original: Batismo De Sangue
Gênero:
 Drama
Tempo de Duração: 110 min
Ano de Lançamento: 2007
Qualidade: DVD
Formato: Avi
Áudio: Português
Legenda: Sem Legenda
Tamanho: 695 mb


O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS


Em 1970, Mauro é um garoto de doze anos, que adora Futebol e jogo de botão. Um dia, sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir por serem militantes da esquerda, os quais eram perseguidos pela ditadura militar, e por essa razão decidiram deixá-lo com o avô paterno. Porém, o avô falece no mesmo dia que Mauro chega em São Paulo, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo, um velho judeu solitário que é seu vizinho. Enquanto aguarda um telefonema dos pais, Mauro precisa lidar com sua nova realidade, que tem momentos de tristeza pela situação em que vive e também de alegria, ao acompanhar o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970 e fazer novas amizades no seu novo lar.






FICHA TÉCNICA
Título no Brasil:  O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
Título Original:  O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias
País de Origem:  Brasil
Gênero:  Drama
Classificação etária: 10 anos
Tempo de Duração: 106 minutos
Ano de Lançamento:  2006
Estréia no Brasil: 02/11/2006
Site Oficial:  http://www.oano.com.br
Estúdio/Distrib:  Buena Vista
Direção:  Cao Hambúrguer



O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?

Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para seqüestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.

FICHA TÉCNICA
Título no Brasil:  O Que É Isso, Companheiro?
Título Original:  O Que É Isso, Companheiro?
País de Origem:  Brasil / EUA
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento:  1997
Direção:  Bruno Barreto


ZUZU ANGEL



Zuzu Angel é uma estilista de sucesso que divulgou a moda brasileira por todo o mundo. Nos anos 70 Zuzu também travou uma batalha contra a ditadura militar, devido ao desaparecimento de seu filho, Stuart. Stuart fazia parte do movimento estudantil da época, sendo contra a ditadura vigente. Após ser preso, ele é torturado e assassinado por agentes do Centro de Informações da Aeronáutica, sendo dado como desaparecido político. É quando Zuzu decide denunciar os abusos cometidos pela ditadura, chamando a atenção no Brasil e no exterior.

FICHA TÉCNICA
Título original:  Zuzu Angel
Gênero: Drama
Lançamento (Brasil): 2006
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Sérgio Rezende
Roteiro: Marcos Bernstein e Sérgio Rezende
Produção: Joaquim Vaz de Carvalho
Co-produção: Warner Bros.
Fotografia: Pedro Farkas
Desenho de produção: Laís Chamma e Mílton Pimenta
Direção de arte: Marcos Flaksman
Figurino: Kika Lopes




sábado, 21 de abril de 2012

INDICAÇÕES DE LEITURA

Preparamos para vocês uma lista com alguns livros que tratam sobre a Ditadura Militar, junto a indicação segue a sinopse de cada um, bem como algumas informações complementares. Aproveitem!!








Dossiê Ditadura - Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil 1964-1985

Autor: Imprensa Oficial

Editora: Imprensa Oficial SP 

Em novembro de 1979, os familiares de mortos e desaparecidos políticos organizaram informações relatando as denúncias sobre os assassinatos e desaparecimentos decorrentes da perseguição política durante a ditadura brasileira (1964-1985), para ser apresentado no II Congresso pela Anistia, realizado em Salvador (BA). Este dossiê foi posteriormente ampliado pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA/RS) e editado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 1984.
Na ocasião, os familiares homenagearam Teotônio Vilela, que havia sido presidente da Comissão Mista sobre a Anistia no Congresso Nacional, por ter dedicado seus últimos anos de vida à defesa intransigente da anistia aos presos políticos e das liberdades democráticas no país. Neste documento constam 339 nomes, dos quais 144 são desaparecidos políticos no Brasil e no exterior.


1968 : O Diálogo É a Violência - Movimento Estudantil e Ditadura Militar no Brasil


Autor: Vale, Maria Ribeiro do

Editora: Unicamp 



Este livro sobre 1968 no Brasil tem com eixo de análise o movimento estudantil. Sua originalidade e sua consequente contribuição para os estudos sobre esse momento de inflexão na sociedade brasileira podem ser destacadas a partir de alguns traços que o distinguem. A construção detalhada e rigorosa de quatro momentos do ano de 1968 no Brasil é redigida com base em uma questão central, a violência, que se constitui na linha interpretativa do trabalho. Focalizando o jogo político entre o movimento estudantil e a ditadura militar, faz incidir aí um outro “ator”, a imprensa da época, até então inexplorado nesse registro de análise, nos estudos já existentes. Outro traço a ser destacado é o da estratégia narrativa utilizada para a construção do texto.
A linha interpretativa centrada na questão da violência vai emergindo ao longo dos quatro momentos de um relato em que a posição temporal do narrador coincide com a do tempo histórico de 68. A estratégia do discurso faz com que os quatro momentos sejam narrados em uma posição de relativa ignorância do desfecho, embora este seja antecipado na Introdução da obra. A questão da violência, cuja percepção hoje é mais evidente, pode ser então contrastada com o relativo desconhecimento dos diversos sentidos de ação em confronto, cujas consequências tinham um certo grau de imprevisibilidade.



Brasil - 1964 / 1968 - A Ditadura Já Era Ditadura
Autor: Silva, Marcos
Editora: LCTE 

"As ditaduras começam ditatorialmente". Embora essa afirmação possa parecer mais que óbvia, ela assume um caráter de desafio diante de muitos escritos recentes sobre a ditadura brasileira de 1964 / 1985. Argumentos legitimadores de sua implantação (ataques pessoais e políticos a João Goulart, desqualificação dos movimentos sociais da época, defesa dos programas propostos pelos golpistas) voltaram a se fortalecer, nos últimos anos, em vastos setores da Imprensa e da Pesquisa Histórica. Contra a restauração das justificativas golpistas de ontem, este livro debate faces da ditadura nascente, explicando suas articulações autoritárias desde o ponto de partida, mesmo quando elegantemente (ou sofisticadamente) formuladas em nome de democracia.

Memória Política , Repressão e Ditadura no Brasil
Autor: Ansara, Soraia
Editora: Jurua 

"Memória Política, Repressão e Ditadura no Brasil" traz para o público uma das maneiras de narrar a história de um período de tanta repressão como foi o da ditadura militar no Brasil, quase sempre relegada aos subterrâneos da História e da memória oficial. Mais que isso, traz à luz a memória da resistência e da luta política dos movimentos sociais populares que recusam as versões instituídas pela memória oficial. 
Ao longo do livro, a autora procura mostrar que na memória das lideranças políticas (sindicais e comunitárias) entrevistadas ainda estão presentes os legados da repressão policial, da impunidade e do autoritarismo na sociedade brasileira especialmente nas instituições políticas, policiais e, no interior das próprias organizações comunitárias e movimentos em que participam. Não obstante, na contramão da história aparece um legado especialmente importante para os movimentos sociais: a existência de uma memória política construída pelos movimentos sociais que se preocupam em transmitir às novas gerações os acontecimentos ocorridos no período da ditadura militar. 
Embora admitamos que exista um processo de "esquecimento" forjado e legitimado por uma "memória oficial", que se fundamentou na propagação do terror e do medo ou na ocultação dos acontecimentos de violência política – produzindo a alienação e a desmobilização da grande maioria da população brasileira que não se envolve em ações políticas, é fundamental destacar que a experiência de participação possibilita a reconstrução de uma memória política, que rompe com essa alienação por meio da crítica à memória oficial, potencializando os que hoje atuam nos movimentos sociais a continuarem a luta contra o autoritarismo político, a dominação e a injustiça, em busca de uma sociedade que de fato seja justa e democrática.

A Ditadura Militar no Brasil - Repressão e Pretensão de Legitimidade 1964-1984
Autor: Rezende, Maria José de
Editora: Eduel 

Compreender a forma de construção, desenvolvimento e condição do processo ditatorial é o problema central deste livro. O mesmo tem como proposta demonstrar que, tanto no plano objetivo quanto no subjetivo, encontram-se fartos elementos para caracterização do período de 1964 a 1984 como uma ditadura e não como uma situação autoritária. Assim, além de representar vasto instrumento de pesquisa, este livro é leitura importante para quem deseja conhecer mais sobre a história deste país.

A Ditadura no Brasil - Coleção Por Dentro da História
Autor: Caldevilla, Vinicius; Loconte, Wanderley
Editora: Saraiva 

Danton Meirelles, engenheiro, procura emprego. O ano é 1964 e ele depara com a possibilidade de trabalhar para uma empresa norte-americana, com alguns benefícios e... exigências: qual a opinião dele sobre os acontecimentos que ocorrem então no Brasil? Seu irmão, o professor de história Dante, revolta-se diante das mudanças que ocorrem no país e se envolve na luta ao lado dos que tentam modificar esse estado de coisas.''


A Resistência da Mulher À Ditadura Militar no Brasil

Autor: Colling, Ana Maria

Editora: Rosa dos Tempos 


Neste livro a autora procura mostrar como a ditadura militar, bem como a sociedade como um todo, constrói o sujeito político “mulher subversiva”, e que o exercício do poder se dá pela exclusão, havendo uma divisão sexual do poder.


Desarquivando a Ditadura - Memória e Justiça no Brasil - 2 Volumes




Autor: Santos, Cecilia MacDowell; Teles, Edson; Teles, Janaína de Almeida
Editora: Hucitec 
Desarquivando a Ditadura - Memória e Justiça no Brasil' apresenta um quadro de reflexões críticas e multidisciplinares sobre diversos aspectos sociais, culturais, políticos e jurídicos da constituição da memória política, da justiça e da democracia no Brasil. Ao mesmo tempo que contribui para a historiografia da repressão e da resistência durante a ditadura, a obra inclui reflexões sobre diferentes medidas de justiça que estão no centro do debate político, tais como - o acesso a informações e aos arquivos públicos, a reparação, a interpretação da lei de anistia (Lei 6.683/1979) e a punição de torturadores. No seu conjunto, os dois volumes examinam as memórias e as interpretações de práticas sociais e políticas que ocorreram tanto no passado como no presente, por um lado, e as instituições, ideologias do Estado e normas jurídicas, por outro, como fenômenos interdependentes e indissociáveis dos processos de formação da democracia.


Fastos da Ditadura Militar no Brasil - Coleção Temas Brasileiros
Autor: S., Frederico de
Editora: Martins Editora

O que teria levado Eduardo Prado a abandonar sua vida de aristocrata em Paris e arremeter contra a República, mal proclamada? Cândido Mota Filho, autor de sua biografia, lembra que não era Eduardo um homem para ficar, por muito tempo, entre o desânimo e a esperança. Deixou a felicidade parisiense. Esqueceu as suntuosas reuniões que promovia em seu apartamento, onde convocava todos os homens cultos de sua amizade e de sua admiração. Daí por diante, assumiu ares de um convencional suspeito e se tornou alvo de ameaças, insultos e calúnia. Seus amigos inquietam-se com isso. 
Tudo em vão. Eduardo prosseguiu. Não podia escutar argumentos que punham a conveniência em primeiro plano. Não pertencia a partido político. Não representava qualquer corrente organizada da opinião pública. Punha, tão-só, o seu destino pessoal a serviço de uma causa, que estava perdida sem clamores e maiores protestos. A melhor prova de sua obstinação é que não desistiu nessa primeira arremetida. Depois dela, lançou novo libelo, A ilusão americana, que, apreendida no dia do lançamento, terminou levando-o ao exílio e fazendo dele o que nunca pretendeu ser, um homem contra um regime.



História Indiscreta da Ditadura e da Abertura - Brasil: 1964 - 1985
Autor: Couto, Ronaldo Costa
Editora: Record 

O regime militar não surgiu do acaso no Brasil, e sim de um conjunto de causas.O livro leva em conta essa complexidade e a utiliza como ponto de partida metodológico.



OAB X Ditadura Militar - A História de um Período Difícil para as Instituições Democráticas no Brasil
Autor: Souza Filho, Cid Vieira de
Editora: Quartier Latin 

A obra que ora se inicia reflete uma biografia de trabalho e de preocupação com aquilo que é mais do que uma simples profissão, mas verdadeiro sacerdócio e uma forma de se viver. Depoimentos, jornais da época, fotografias, enfim, compõem o universo então vivido. O livro faz reavivar na memória dos contemporâneos de seu pai os momentos marcantes da advocacia brasileira na luta pela justiça, pelo Direito, pela paz social. ''


Ditadura militar, esquerdas e sociedade
Autor: Reis Filho, Daniel Aarão
Editora: J. Zahar 

É confortador pensar as ditaduras como impostas de cima para baixo, pelas elites, ou por circunstâncias particulares, e não como construções históricas de sociedades concretas, apesar e para além das oposições e das resistências. Este livro escolhe o segundo caminho e convida o leitor a uma viagem crítica pela ditadura militar que a sociedade brasileira construiu e não destruiu.


Carlos Marighella: o inimigo número um da ditadura militar
Autor: José, Emiliano
Editora: Sol & Chuva 

Um retrato do grande lutador Carlos Marighella, escrito pelo jornalista Emiliano José, revelando ao leitor como ele foi, o que pensava, o que fez e de que maneira pagou o mais alto preço - a própria vida - por ter combatido a iniquidade social em muitas das suas manifestações, inclusive a ditadura implantada pelo golpe de 31 de março de 1964.



O fim da Ditadura Militar
Autor: Kucinski, Bernardo
Editora: Contexto 

Explica um dos mais importantes períodos da história brasileira: o ocaso do regime ditatorial e a implementação da democracia - a transição mais lenta de toda a América Latina. As origens da proposta de abertura política, o colapso do milagre econômico, a crise constitucional e a militar, a luta pela democracia, a campanha pela Anistia, as greves do ABC e o surgimento do novo sindicalismo, o movimento por eleições diretas para presidente são alguns dos temas tratados nesta obra que ilumina a trajetória de nossa história recente em seus aspectos políticos, sociais e econômicos, ajudando a compreender muito das instituições, valores e padrões brasileiros atuais.


A Caixa-preta do Golpe de 64
Autor: Bastos, Paulo de Mello
Editora: Família Bastos

O livro foi escrito por um dos poucos sobreviventes da época, ainda lúcidos. 
Paulo de Mello Bastos, hoje com 88 anos, resolveu abrir a caixa-preta do golpe de 64, ou seja, de toda a luta sindical e política pelas reformas de base, que assustou os militares golpistas. Para isso, o velho líder do Comando Geral dos Trabalhadores e ex-comandante da Varig procurou sete companheiros daqueles dias, como o então consultor geral da República Waldir Pires, o ministro do Trabalho Almino Affonso, o líder da Frente Parlamentar Nacionalista Neiva Moreira, o sindicalista comunista Hércules Corrêa, e o presidente da poderosa CNTI e do CGT, Clodesmidt Riani. Ainda foram ouvidos dois brigadeiros, a favor e contra o golpe, Marcio Coqueiro e Rui Moreira Lima. Das conversas gravadas saiu muita história inédita. 
O mestre Marcos de Castro, velho copydesk do JB, afirma que o livro pode ser lido “como um romance dos bons, daqueles em que você tem pressa de virar a página porque o fio da meada é tenso, não afrouxa nunca”. Geneton Moraes Neto, editor do Fantástico, acrescenta que “são memórias que podem ser lidas como reportagens. Melhor para o leitor”. O comentarista Carlos Chagas, autor do prefácio, vai além: “a Caixa-Preta não é apenas mais um relato, é a própria História”.



O Golpe de 64 e a Ditadura Militar - Coleção Polêmica

Autor: Chiavenato, Júlio José

Editora: Moderna 


Tortura, violência política, mortes e perseguições a intelectuais, estudantes, artistas e trabalhadores são os ingredientes mais visíveis da ditadura militar a partir de 1964. Esses fatos foram alimentados por um "realismo político" que em poucos anos mostrou sua verdadeira face. Enquanto exaltavam o nacionalismo, os golpistas abriam a economia às multinacionais, criando a maior dívida externa do Terceiro Mundo. Enquanto proclamavam a "democracia ocidental e cristã", perseguiam, proibiam, torturavam e assassinavam. Enquanto pregavam o moralismo, patrocinavam os maiores atos de corrupção. Este livro mergulha nos porões da ditadura e faz uma análise fria do período, buscando as raízes da luta ideológica e econômica e das suas relações internacionais, desde os governos de Getúlio Vargas, Jânio Quadros e, naturalmente, João Goulart.


O Governo Goulart e o Golpe 64 - Coleção Tudo é História 
 Autor: Toledo, Caio Navarro de

Editora: Brasiliense



Os anos 1961-64 podem ser considerados um dos momentos mais significativos da história política brasileira. A política deixava de ser privilégio do Parlamento e do Executivo e invadia as fábricas, as ruas, o campo e os quartéis. Para os conservadores, foram tempos de “subversão”...






Propaganda e Cinema a Servico Golpe 1962/64 Autor: Assis, Denise
Editora: Mauad

Propaganda e Cinema a Serviço do Golpe (1961/1964) inscreve-se claramente no esforço de recuperação histórica, no qual a busca de acervos ilumina, com a adequada análise, um momento importante, embora pouco conhecido, na nossa história. O trabalho que será, indubitavelmente, parte do debate sobre a história do tempo presente no País.



sexta-feira, 20 de abril de 2012


         A INSTAURAÇÃO DA DITADURA MILITAR 

(O CONTEXTO HISTÓRICO E OS FATORES QUE POSSIBILITARAM SUA EFETIVAÇÃO)

    A dita “Ditadura Militar” no Brasil durou, cerca, de 21 anos, iniciando-se em 1964 e tendo seu término em 1985. De maneira inédita na história do país, o golpe efetivado pelos militares em 31 de Março de 64, depôs um presidente - João Goulart (Jango) –, e levou ao cargo de líder máximo do governo o Marechal Castelo Branco.   

Costuma-se associar esse episódio da história de nossa nação a um fenômeno instantâneo, quase miraculoso, que levou os militares ao exercício do poder político, ideológico, social e administrativo do país. No entanto, foi o resultado de uma conjuntura complexa que, paulatinamente, permitiu que surgisse a possibilidade de um golpe militar. Um contexto de fortes disputas ideológicas num momento crucial da “Guerra Fria”, onde acentuava-se cada, vez mais, o conflito entre o bloco capitalismo (liderado pelos EUA) e o bloco socialista (liderado pela URSS). Para alguns, o golpe já havia sendo ensaiado dez anos antes, no governo de Getúlio Vargas, em meados de 1954.   


Quando o mineiro Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente da república, em 1961, Jango assumiu o exercício do poder causando verdadeiros temores, sobretudo, na elite conservadora que receava a possibilidade de instaurarem um regime socialista no país. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras. Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava. Essa oposição ao governo foi refletida e acentuada pela imprensa conservadora.   
No dia 13 de março de 1964, João Goulart realizou um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde defendeu as “Reformas de Base”. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país. Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizaram uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.   


Após uma grande mobilização das tropas mineiras e paulistas, que culminou na renúncia de Jango, deu-se início da era Castelo Branco. Seu governo foi caracterizado por uma posição pouco flexível (autoritária comparada às gestões anteriores) e pela criação da Constituição de 1967, que positiva o governo militar no Brasil e todos os seus braços de atuação. Com menos de um ano de governo, são realizadas eleições indiretas do Congresso Nacional e o general Arthur da Costa e Silva, assume o lugar de Castelo Branco, acentuando a política de negligenciamento da democracia e a “linha dura” defendida pelos militares.   


Em 28 de agosto de 1969, o General foi afastado do governo por motivos de doença, porém, não teve o seu sucessor natural, o vice-presidente Pedro Aleixo, como substituto. Uma junta militar composta por ministros das forças aéreas, da Marinha e do Exército assumiu o poder nos primeiros dias de Setembro, ficando até 30 de Outubro, quando foram substituídas pelo novo presidente, Emílio Garrastazu Médici, que dedicou seu governo ao combate dos idealismos de esquerda e o fortalecimento da moral e do otimismo do povo brasileiro, conciliando forças para alcançar seus objetivos. Foi ele quem implantou o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), orquestrado pelo Ministro da Fazenda, Delfim Neto. Por ter resultado num significativo aumento do PIB nacional, esse período ficou conhecido como o “milagre econômico”, termo que atribuía uma super valoração ao período. Esse momento também foi marcado por uma grande leva de capital estrangeiro que entrou nas fronteiras, sobretudo, com os investimentos das empresas estadunidenses.    


Ernesto Geisel sucedeu Médici em 1974, em um período de grande endividamento do país, empreendido não apenas em se governo (que durou cinco anos), mas como resultado da política-econômica aplicada, desde, o golpe e a ascensão de Castelo Branco ao poder. O último presidente da ditadura foi o general Figueiredo que governou entre os anos de 1979 e 1985. Em seu governo foram evidenciadas altíssimas taxas de inflação e significativas quedas do PIB, em meio a uma forte crise internacional.




Referências:
http://www.suapesquisa.com/ditadura/

http://www.ditaduramilitar.com.br/ditadura-militar.html

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Um pouco sobre a Ditadura.


DITADURA MILITAR

Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras. (Declaração Universal dos Direitos Humanos. Artigo XIX.)

Abaixo segue parte de uma  publicação que faz parte do blog dos estudantes que estudam e pesquisam documentos sobre a ditadura militar, e também alguns links de sites que tratam do assunto. 

O Grupo de Estudos sobre a Ditadura Militar desenvolve pesquisas acadêmicas sobre a História do Brasil no período 1964-1985, vincula-se ao Departamento de História e ao Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro e conta com o apoio do CNPq e da FAPERJ.Neste site você encontrará um banco de dados bibliográfico, uma relação dos principais acervos documentais sobre o tema, as leis de exceção, a reprodução de documentos históricos do período, uma cronologia dos acontecimentos da época e a íntegra de trabalhos de análise não publicados.Visitem os sites abaixo  e se inteirem mais sobre o assunto. Eles são muito ricos e importantes pois tratam do assunto com muito respeito e qualidade. 

Referências:
http://www.gedm.ifcs.ufrj.br/index.php (documentos e artigos sobre o período da Ditadura Militar)
http://www.fgv.br/CPDOC/BUSCA/Busa/Busca (documentos da Ditadura Militar)