INDICAÇÕES DE LEITURA
Preparamos para vocês uma lista com alguns livros que tratam sobre a Ditadura Militar, junto a indicação segue a sinopse de cada um, bem como algumas informações complementares. Aproveitem!!
Dossiê Ditadura - Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil 1964-1985
Autor: Imprensa Oficial
Editora: Imprensa Oficial SP
Em novembro de 1979, os familiares de mortos e desaparecidos políticos organizaram informações relatando as denúncias sobre os assassinatos e desaparecimentos decorrentes da perseguição política durante a ditadura brasileira (1964-1985), para ser apresentado no II Congresso pela Anistia, realizado em Salvador (BA). Este dossiê foi posteriormente ampliado pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA/RS) e editado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 1984.
Na ocasião, os familiares homenagearam Teotônio Vilela, que havia sido presidente da Comissão Mista sobre a Anistia no Congresso Nacional, por ter dedicado seus últimos anos de vida à defesa intransigente da anistia aos presos políticos e das liberdades democráticas no país. Neste documento constam 339 nomes, dos quais 144 são desaparecidos políticos no Brasil e no exterior.
Na ocasião, os familiares homenagearam Teotônio Vilela, que havia sido presidente da Comissão Mista sobre a Anistia no Congresso Nacional, por ter dedicado seus últimos anos de vida à defesa intransigente da anistia aos presos políticos e das liberdades democráticas no país. Neste documento constam 339 nomes, dos quais 144 são desaparecidos políticos no Brasil e no exterior.
Autor: Vale, Maria Ribeiro do
Editora: Unicamp
Este livro sobre 1968 no Brasil tem com eixo de análise o movimento estudantil. Sua originalidade e sua consequente contribuição para os estudos sobre esse momento de inflexão na sociedade brasileira podem ser destacadas a partir de alguns traços que o distinguem. A construção detalhada e rigorosa de quatro momentos do ano de 1968 no Brasil é redigida com base em uma questão central, a violência, que se constitui na linha interpretativa do trabalho. Focalizando o jogo político entre o movimento estudantil e a ditadura militar, faz incidir aí um outro “ator”, a imprensa da época, até então inexplorado nesse registro de análise, nos estudos já existentes. Outro traço a ser destacado é o da estratégia narrativa utilizada para a construção do texto.
A linha interpretativa centrada na questão da violência vai emergindo ao longo dos quatro momentos de um relato em que a posição temporal do narrador coincide com a do tempo histórico de 68. A estratégia do discurso faz com que os quatro momentos sejam narrados em uma posição de relativa ignorância do desfecho, embora este seja antecipado na Introdução da obra. A questão da violência, cuja percepção hoje é mais evidente, pode ser então contrastada com o relativo desconhecimento dos diversos sentidos de ação em confronto, cujas consequências tinham um certo grau de imprevisibilidade.
A linha interpretativa centrada na questão da violência vai emergindo ao longo dos quatro momentos de um relato em que a posição temporal do narrador coincide com a do tempo histórico de 68. A estratégia do discurso faz com que os quatro momentos sejam narrados em uma posição de relativa ignorância do desfecho, embora este seja antecipado na Introdução da obra. A questão da violência, cuja percepção hoje é mais evidente, pode ser então contrastada com o relativo desconhecimento dos diversos sentidos de ação em confronto, cujas consequências tinham um certo grau de imprevisibilidade.
Autor: Silva, Marcos
Editora: LCTE
"As ditaduras começam ditatorialmente". Embora essa afirmação possa parecer mais que óbvia, ela assume um caráter de desafio diante de muitos escritos recentes sobre a ditadura brasileira de 1964 / 1985. Argumentos legitimadores de sua implantação (ataques pessoais e políticos a João Goulart, desqualificação dos movimentos sociais da época, defesa dos programas propostos pelos golpistas) voltaram a se fortalecer, nos últimos anos, em vastos setores da Imprensa e da Pesquisa Histórica. Contra a restauração das justificativas golpistas de ontem, este livro debate faces da ditadura nascente, explicando suas articulações autoritárias desde o ponto de partida, mesmo quando elegantemente (ou sofisticadamente) formuladas em nome de democracia.
Autor: Ansara, Soraia
Editora: Jurua
"Memória Política, Repressão e Ditadura no Brasil" traz para o público uma das maneiras de narrar a história de um período de tanta repressão como foi o da ditadura militar no Brasil, quase sempre relegada aos subterrâneos da História e da memória oficial. Mais que isso, traz à luz a memória da resistência e da luta política dos movimentos sociais populares que recusam as versões instituídas pela memória oficial.
Ao longo do livro, a autora procura mostrar que na memória das lideranças políticas (sindicais e comunitárias) entrevistadas ainda estão presentes os legados da repressão policial, da impunidade e do autoritarismo na sociedade brasileira especialmente nas instituições políticas, policiais e, no interior das próprias organizações comunitárias e movimentos em que participam. Não obstante, na contramão da história aparece um legado especialmente importante para os movimentos sociais: a existência de uma memória política construída pelos movimentos sociais que se preocupam em transmitir às novas gerações os acontecimentos ocorridos no período da ditadura militar.
Embora admitamos que exista um processo de "esquecimento" forjado e legitimado por uma "memória oficial", que se fundamentou na propagação do terror e do medo ou na ocultação dos acontecimentos de violência política – produzindo a alienação e a desmobilização da grande maioria da população brasileira que não se envolve em ações políticas, é fundamental destacar que a experiência de participação possibilita a reconstrução de uma memória política, que rompe com essa alienação por meio da crítica à memória oficial, potencializando os que hoje atuam nos movimentos sociais a continuarem a luta contra o autoritarismo político, a dominação e a injustiça, em busca de uma sociedade que de fato seja justa e democrática.
Autor: Rezende, Maria José de
Editora: Eduel
Compreender a forma de construção, desenvolvimento e condição do processo ditatorial é o problema central deste livro. O mesmo tem como proposta demonstrar que, tanto no plano objetivo quanto no subjetivo, encontram-se fartos elementos para caracterização do período de 1964 a 1984 como uma ditadura e não como uma situação autoritária. Assim, além de representar vasto instrumento de pesquisa, este livro é leitura importante para quem deseja conhecer mais sobre a história deste país.
A Ditadura no Brasil - Coleção Por Dentro da História
Autor: Caldevilla, Vinicius; Loconte, Wanderley
Autor: Caldevilla, Vinicius; Loconte, Wanderley
Editora: Saraiva
Danton Meirelles, engenheiro, procura emprego. O ano é 1964 e ele depara com a possibilidade de trabalhar para uma empresa norte-americana, com alguns benefícios e... exigências: qual a opinião dele sobre os acontecimentos que ocorrem então no Brasil? Seu irmão, o professor de história Dante, revolta-se diante das mudanças que ocorrem no país e se envolve na luta ao lado dos que tentam modificar esse estado de coisas.''
Autor: Colling, Ana Maria
Editora: Rosa dos Tempos
Neste livro a autora procura mostrar como a ditadura militar, bem como a sociedade como um todo, constrói o sujeito político “mulher subversiva”, e que o exercício do poder se dá pela exclusão, havendo uma divisão sexual do poder.
Autor: Santos, Cecilia MacDowell; Teles, Edson; Teles, Janaína de Almeida
Editora: Hucitec
Desarquivando a Ditadura - Memória e Justiça no Brasil' apresenta um quadro de reflexões críticas e multidisciplinares sobre diversos aspectos sociais, culturais, políticos e jurídicos da constituição da memória política, da justiça e da democracia no Brasil. Ao mesmo tempo que contribui para a historiografia da repressão e da resistência durante a ditadura, a obra inclui reflexões sobre diferentes medidas de justiça que estão no centro do debate político, tais como - o acesso a informações e aos arquivos públicos, a reparação, a interpretação da lei de anistia (Lei 6.683/1979) e a punição de torturadores. No seu conjunto, os dois volumes examinam as memórias e as interpretações de práticas sociais e políticas que ocorreram tanto no passado como no presente, por um lado, e as instituições, ideologias do Estado e normas jurídicas, por outro, como fenômenos interdependentes e indissociáveis dos processos de formação da democracia.
Autor: S., Frederico de
Editora: Martins Editora
O que teria levado Eduardo Prado a abandonar sua vida de aristocrata em Paris e arremeter contra a República, mal proclamada? Cândido Mota Filho, autor de sua biografia, lembra que não era Eduardo um homem para ficar, por muito tempo, entre o desânimo e a esperança. Deixou a felicidade parisiense. Esqueceu as suntuosas reuniões que promovia em seu apartamento, onde convocava todos os homens cultos de sua amizade e de sua admiração. Daí por diante, assumiu ares de um convencional suspeito e se tornou alvo de ameaças, insultos e calúnia. Seus amigos inquietam-se com isso.
Tudo em vão. Eduardo prosseguiu. Não podia escutar argumentos que punham a conveniência em primeiro plano. Não pertencia a partido político. Não representava qualquer corrente organizada da opinião pública. Punha, tão-só, o seu destino pessoal a serviço de uma causa, que estava perdida sem clamores e maiores protestos. A melhor prova de sua obstinação é que não desistiu nessa primeira arremetida. Depois dela, lançou novo libelo, A ilusão americana, que, apreendida no dia do lançamento, terminou levando-o ao exílio e fazendo dele o que nunca pretendeu ser, um homem contra um regime.
Tudo em vão. Eduardo prosseguiu. Não podia escutar argumentos que punham a conveniência em primeiro plano. Não pertencia a partido político. Não representava qualquer corrente organizada da opinião pública. Punha, tão-só, o seu destino pessoal a serviço de uma causa, que estava perdida sem clamores e maiores protestos. A melhor prova de sua obstinação é que não desistiu nessa primeira arremetida. Depois dela, lançou novo libelo, A ilusão americana, que, apreendida no dia do lançamento, terminou levando-o ao exílio e fazendo dele o que nunca pretendeu ser, um homem contra um regime.
Autor: Couto, Ronaldo Costa
Editora: Record
O regime militar não surgiu do acaso no Brasil, e sim de um conjunto de causas.O livro leva em conta essa complexidade e a utiliza como ponto de partida metodológico.
OAB X Ditadura Militar - A História de um Período Difícil para as Instituições Democráticas no Brasil
Autor: Souza Filho, Cid Vieira de
Editora: Quartier Latin
A obra que ora se inicia reflete uma biografia de trabalho e de preocupação com aquilo que é mais do que uma simples profissão, mas verdadeiro sacerdócio e uma forma de se viver. Depoimentos, jornais da época, fotografias, enfim, compõem o universo então vivido. O livro faz reavivar na memória dos contemporâneos de seu pai os momentos marcantes da advocacia brasileira na luta pela justiça, pelo Direito, pela paz social. ''
Autor: Reis Filho, Daniel Aarão
Editora: J. Zahar
É confortador pensar as ditaduras como impostas de cima para baixo, pelas elites, ou por circunstâncias particulares, e não como construções históricas de sociedades concretas, apesar e para além das oposições e das resistências. Este livro escolhe o segundo caminho e convida o leitor a uma viagem crítica pela ditadura militar que a sociedade brasileira construiu e não destruiu.
Autor: José, Emiliano
Editora: Sol & Chuva
Um retrato do grande lutador Carlos Marighella, escrito pelo jornalista Emiliano José, revelando ao leitor como ele foi, o que pensava, o que fez e de que maneira pagou o mais alto preço - a própria vida - por ter combatido a iniquidade social em muitas das suas manifestações, inclusive a ditadura implantada pelo golpe de 31 de março de 1964.
Autor: Kucinski, Bernardo
Editora: Contexto
Explica um dos mais importantes períodos da história brasileira: o ocaso do regime ditatorial e a implementação da democracia - a transição mais lenta de toda a América Latina. As origens da proposta de abertura política, o colapso do milagre econômico, a crise constitucional e a militar, a luta pela democracia, a campanha pela Anistia, as greves do ABC e o surgimento do novo sindicalismo, o movimento por eleições diretas para presidente são alguns dos temas tratados nesta obra que ilumina a trajetória de nossa história recente em seus aspectos políticos, sociais e econômicos, ajudando a compreender muito das instituições, valores e padrões brasileiros atuais.
Autor: Bastos, Paulo de Mello
Editora: Família Bastos
O livro foi escrito por um dos poucos sobreviventes da época, ainda lúcidos.
Paulo de Mello Bastos, hoje com 88 anos, resolveu abrir a caixa-preta do golpe de 64, ou seja, de toda a luta sindical e política pelas reformas de base, que assustou os militares golpistas. Para isso, o velho líder do Comando Geral dos Trabalhadores e ex-comandante da Varig procurou sete companheiros daqueles dias, como o então consultor geral da República Waldir Pires, o ministro do Trabalho Almino Affonso, o líder da Frente Parlamentar Nacionalista Neiva Moreira, o sindicalista comunista Hércules Corrêa, e o presidente da poderosa CNTI e do CGT, Clodesmidt Riani. Ainda foram ouvidos dois brigadeiros, a favor e contra o golpe, Marcio Coqueiro e Rui Moreira Lima. Das conversas gravadas saiu muita história inédita.
O mestre Marcos de Castro, velho copydesk do JB, afirma que o livro pode ser lido “como um romance dos bons, daqueles em que você tem pressa de virar a página porque o fio da meada é tenso, não afrouxa nunca”. Geneton Moraes Neto, editor do Fantástico, acrescenta que “são memórias que podem ser lidas como reportagens. Melhor para o leitor”. O comentarista Carlos Chagas, autor do prefácio, vai além: “a Caixa-Preta não é apenas mais um relato, é a própria História”.
Autor: Chiavenato, Júlio José
Editora: Moderna
Tortura, violência política, mortes e perseguições a intelectuais, estudantes, artistas e trabalhadores são os ingredientes mais visíveis da ditadura militar a partir de 1964. Esses fatos foram alimentados por um "realismo político" que em poucos anos mostrou sua verdadeira face. Enquanto exaltavam o nacionalismo, os golpistas abriam a economia às multinacionais, criando a maior dívida externa do Terceiro Mundo. Enquanto proclamavam a "democracia ocidental e cristã", perseguiam, proibiam, torturavam e assassinavam. Enquanto pregavam o moralismo, patrocinavam os maiores atos de corrupção. Este livro mergulha nos porões da ditadura e faz uma análise fria do período, buscando as raízes da luta ideológica e econômica e das suas relações internacionais, desde os governos de Getúlio Vargas, Jânio Quadros e, naturalmente, João Goulart.
Editora: Brasiliense
Os anos 1961-64 podem ser considerados um dos momentos mais significativos da história política brasileira. A política deixava de ser privilégio do Parlamento e do Executivo e invadia as fábricas, as ruas, o campo e os quartéis. Para os conservadores, foram tempos de “subversão”...
Editora: Mauad
Propaganda e Cinema a Serviço do Golpe (1961/1964) inscreve-se claramente no esforço de recuperação histórica, no qual a busca de acervos ilumina, com a adequada análise, um momento importante, embora pouco conhecido, na nossa história. O trabalho que será, indubitavelmente, parte do debate sobre a história do tempo presente no País.











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