A INSTAURAÇÃO DA DITADURA MILITAR
(O CONTEXTO HISTÓRICO E OS FATORES QUE POSSIBILITARAM SUA
EFETIVAÇÃO)
A dita “Ditadura Militar” no Brasil durou, cerca, de 21 anos, iniciando-se em 1964 e tendo seu término em 1985. De maneira inédita na história do país, o golpe efetivado pelos militares em 31 de Março de 64, depôs um presidente - João Goulart (Jango) –, e levou ao cargo de líder máximo do governo o Marechal Castelo Branco.
Quando o mineiro Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente da república, em 1961, Jango assumiu o exercício do poder causando verdadeiros temores, sobretudo, na elite conservadora que receava a possibilidade de instaurarem um regime socialista no país. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras. Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava. Essa oposição ao governo foi refletida e acentuada pela imprensa conservadora.
No dia 13 de março de 1964, João Goulart realizou um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde defendeu as “Reformas de Base”. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país. Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizaram uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.
Após uma grande mobilização das tropas mineiras e paulistas, que culminou na renúncia de Jango, deu-se início da era Castelo Branco. Seu governo foi caracterizado por uma posição pouco flexível (autoritária comparada às gestões anteriores) e pela criação da Constituição de 1967, que positiva o governo militar no Brasil e todos os seus braços de atuação. Com menos de um ano de governo, são realizadas eleições indiretas do Congresso Nacional e o general Arthur da Costa e Silva, assume o lugar de Castelo Branco, acentuando a política de negligenciamento da democracia e a “linha dura” defendida pelos militares.
Em 28 de agosto de 1969, o General foi afastado do governo por motivos de doença, porém, não teve o seu sucessor natural, o vice-presidente Pedro Aleixo, como substituto. Uma junta militar composta por ministros das forças aéreas, da Marinha e do Exército assumiu o poder nos primeiros dias de Setembro, ficando até 30 de Outubro, quando foram substituídas pelo novo presidente, Emílio Garrastazu Médici, que dedicou seu governo ao combate dos idealismos de esquerda e o fortalecimento da moral e do otimismo do povo brasileiro, conciliando forças para alcançar seus objetivos. Foi ele quem implantou o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), orquestrado pelo Ministro da Fazenda, Delfim Neto. Por ter resultado num significativo aumento do PIB nacional, esse período ficou conhecido como o “milagre econômico”, termo que atribuía uma super valoração ao período. Esse momento também foi marcado por uma grande leva de capital estrangeiro que entrou nas fronteiras, sobretudo, com os investimentos das empresas estadunidenses.
Ernesto Geisel sucedeu Médici em 1974, em um período de grande endividamento do país, empreendido não apenas em se governo (que durou cinco anos), mas como resultado da política-econômica aplicada, desde, o golpe e a ascensão de Castelo Branco ao poder. O último presidente da ditadura foi o general Figueiredo que governou entre os anos de 1979 e 1985. Em seu governo foram evidenciadas altíssimas taxas de inflação e significativas quedas do PIB, em meio a uma forte crise internacional.
Referências:
http://www.suapesquisa.com/ditadura/
http://www.ditaduramilitar.com.br/ditadura-militar.html
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